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Cientistas descobrem novas espécies bizarras em Papua

Um sapo verde brilhante com grandes olhos negros, aranhas e uma lagartixa estão entre as 50 novas espécies de animais encontradas pelos cientistas nas montanhas remotas de Papua Nova Guiné, cuja expedição colheu informações em julho e agosto de 2008. As descobertas foram anunciadas nesta quarta-feira pela Conservation International (CI) uma organização baseada em Washignton DC, que trata da conservação do meio ambiente. A equipe de cientistas que passou vários meses na Papua Nova-Guiné, analisou mais de 600 espécies animais, descobrindo um número grande de animais que ainda não haviam sido descobertos. As novas descobertas incluem:

Os anfíbios:

– Um exemplar marrom (Oreophryne sp) encontrado por Steve Richards, do Museu da Austrália do Sul, em julho de 2008. Este sapo foi encontrado nos montanhas de pedra calcária e pertence a um grupo de sapos bastante comum em florestas tropicais muito úmidas como as encontradas na Papua. Tem uma forte coaxada. Este exemplar como outros de sua família coloca seus ovos em folhas ou no solo de onde saem pequeninos sapos diretamente.

– Um sapo (Litoria SP) que descoberto, produz um forte som, como um apito, quando procura por companheiro para se reproduzir. Esta chamada é capaz de ser distinguida mesmo através do som de uma cascata bem próxima. Os sapos desta família podem ter aparências muito diversas e é o som que produzem que melhor pode identificar membros da espécie. Este coloca seus ovos embaixo de pedras em margens rasas.
– O maior sapo encontrado foi o (Nyctimystes sp) grande, com olhos negros num corpo verde e brilhante foi descoberto próximo as águas limpas de um riacho montanhoso. Este sapo, encontrado nas florestas tropicais da Nova Guiné, põe os seus ovos sob pedras nas margens de rios ou riachos. Seus girinos têm bocas grandes com grande potencial de sucção que eles usam para se agarrem às pedras e não serem levados rio abaixo.
Os pesquisadores da Conservation International que exploraram a região foram cientistas da universidade canadense da British Columbia, e da universidade estadual de Monclair no estado de Nova Jersey, assim como cientistas locais da Papua-Nova Guiné, liderados por Steve Richards.
Craig Franklin, professor de zoologia da universidade de Queensland ma Austrália, que estuda sapos, lembra que a descoberta da nova espécie de rã é bastante significativa; e que os anfíbios são “freqüentemente considerados como um excelente bio-indicador da saúde ambiental. Muitas vezes vemos declínio no número de sapos como ponteiro indicando uma interferência direta no meio ambiente.”
Entre os répteis, um belíssimo e único exemplar de lagartixa (Cyrtodactylus sp) foi encontrado na densa floresta de Tualapa. Esta lagartixa subia troncos de arvores cobertos por limo, em plena chuva tropical. Diferente da maioria das lagartixas, esta depende de unhas fortes e agudas para subir até as copas das árvores e se banquetear com insetos.


Diversos tipos de aranhas foram encontrados nesta expedição. Entre elas:
A aranha verde translúcida (Orthrus sp) que pula, encontrada por Wayne Maddison do Museu de Biodiversidade Beaty, da universidade de British Columbia no Canadá. As aranhas que pulam em geral conseguem pular uns 15 cm do chão, não têm patas longas para pular, porque seu pulo é acionado pela pressão do sangue – os músculos das pernas se contraem empurrando o sangue para as pernas que ficam em pé, produzindo então o pulo.

E também entre muitas outras a aranha (Tabuina varirata) encontrada numa árvore na floresta. Este aranha é ainda mais especial, porque não é só uma espécie diferente, ela também pertence a um gênero desconhecido. Pertence a subfamília Cacalodinae, um grupo distinto, que pertence unicamente à Nova Guiné. Nada se sabe sobre ela, exceto seu habitat.
Para mais informações sobre estas descobertas, visite o portal da Conservation International, clicando AQUI.

Ardi: a descoberta mais impressionante de 2009

HUMAN-EARLY/
Qual seria a aparência do ancestral mais antigo do homem? Chimpanzé, a maioria diria. Pois bem, parece que nosso ancestral não era bem assim…
Ardipithecus ramidus (ou “Ardi”, para os íntimos) é considerado por muitos cientistas o mais antigo fóssil hominídeo já encontrado, datado de 4,4 milhões de anos atrás! Seu esqueleto foi exposto ao mundo em outubro, numa edição especial da prestigiosa revista cientifica Sciencee está sendo considerada a descoberta do ano. Tim White, da Universidade de Berkley, e 47 outros pesquisadores demoraram mais de 15 anos para publicar esses achados. Mas por que Ardi é tão especial?
Ardi é um dos pouquíssimos esqueletos bem conservados de hominídeos. Cientistas acreditam que Ardi pode ser um dos nossos ancestrais mais antigos, após nossa divergência com chimpanzés.
capa_192_253Acredita-se que hominídeos e chimpanzés tenham divergido há aproximadamente 7 milhões de anos. Até a descoberta do esqueleto de Ardi, muitos paleontólogos acreditavam que nosso ancestral comum com chimpanzés seria mais parecido com chimpanzé do que com humano (análises de DNA indicam que atualmente o nosso parente vivo mais próximo é o chimpanzé, pois tem mais de 98% de similaridade como nosso genoma).
Realmente Ardi não se parece nada com Lucy, o ancestral humano mais antigo e mais estudado até então, com 3,2 milhões de anos. A surpresa é que Ardi também não se parece com chimpanzés. Ardi está mais para um tipo de hibrido com características bastante peculiares… Eu explico, mas antes vamos discutir um pouco sobre a história (ou melhor, pré-história) dos hominídeos e sua importância na árvore evolutiva humana.
Hominídeos são nossos primeiros antepassados bípedes. Repare que, para ser caracterizado um hominídeo, o esqueleto fóssil tem que demonstrar habilidade de caminhar sem o auxílio das mãos. Chimpanzés não são capazes de andar por longas distâncias em duas pernas. Na verdade, nenhuma outra espécie de primata é bípede a maior parte do tempo como nós. Evidências fósseis e rastros de pegadas preservadas indicam que o bipedalismo ocorreu assim que a linhagem humana divergiu dos antigos macacos africanos.
Alguns cientistas acreditam que o bipedalismo foi essencial para o desenvolvimento da cultura humana, pois liberou nossas mãos para carregar grandes quantidades de comida além de possibilitar a manipulação de ferramentas. Análises do esqueleto fossilizado de Ardi indicam que sua bacia tem capacidade de equilíbrio para caminhar com 2 pernas e há evidências de que a posição de sua cabeça era ereta e não curvada para frente, como nos chimpanzés.
Outra evidência do bipedalismo em Ardi veio da reconstituição dos ossos da mão. Concluiu-se que a estrutura dos ossos é bem mais frágil do que o observado em chimpanzés, que têm adaptações específicas para subir em árvores e caminhar apoiados nos ossos do metatarso. Essa característica pode indicar que as adaptações na mão e pulso, desenvolvidas por chimpanzés, provavelmente ocorreram após a divergência com humanos.
Em que o Ardi se diferencia dos humanos, então? Ardi tem o polegar opositor aos dedos da mão, como humanos modernos e como Lucy, mas também possui o polegar opositor aos dedos do pé. Essa característica facilita a caminhada e movimentação em ambientes como galhos de árvores. A presença do polegar opositor no pé não é observada em humanos modernos e nunca tinha sido observada em nenhum outro hominídeos até então.
Ainda que não totalmente confirmada, essa observação modifica a nossa visão do ambiente em que os antepassados dos humanos viviam. De acordo com C. Owen Lovejoy, outro autor envolvido no projeto, os primeiros ancestrais dos humanos não moravam nas Savanas como anteriormente previsto, mas sim em florestas.
Em resumo, as interpretações do grupo de Tim White levantam muitas questões interessantes sobre nossos ancestrais, mas principalmente nos fazem rever a forma de pensar sobre a evolução dos primeiros hominídeos. Aparentemente, não adianta simplesmente olhar características dos chimpanzés modernos e assumir relações evolutivas entre nós. Os chimpanzés também evoluíram 6 a 7 milhões de anos até os dias de hoje. Mais recursos têm que ser investidos para estudar a árvore evolutiva dos chimpanzés – até hoje poucos fosseis foram encontrados.

Doença rara faz menino de 11 anos envelhecer 5 vezes mais rápido


Um menino de 11 anos que sofre de uma rara doença genética está envelhecendo a uma velocidade cinco vezes maior do que seus colegas de classe e sofre de artrite e outras condições relacionadas à velhice.Harry Crowther, de West Yorkshire, na Inglaterra, sofre de progéria atípica, uma forma um pouco menos severa da progéria clássica conhecida como síndrome de Hutchinson-Guilford.
O menino, que é menor do que outros garotos da sua idade, não tem gordura corporal e suas feições faciais são semelhantes às de um paciente da síndrome clássica - sua expectativa de vida, porém, pode ser mais alta.
doença da velhice BBCGaroto deve manter dieta de baixa caloria (Foto: PA)




A pele de Harry já começou a afinar, seu cabelo cresce lentamente e os ossos de seus dedos e da clavícula começaram a erodir.No início de abril, ele teve confirmado o diagnóstico de artrite, depois de começar a sentir dor em suas juntas.O menino toma analgésicos quatro vezes por dia e faz hidroterapia para ajudá-lo a suportar a dor e exercitar as juntas.
A doença de Harry Crowther é tão rara que seu caso é o único confirmado no Reino Unido. Em todo o mundo, apenas 16 casos são conhecidos, segundo o Great Ormond Street Hospital, onde o menino recebe tratamento.Por sua condição ser tão rara, os médicos não sabem exatamente quais seus prognósticos.Os pacientes dessa doença normalmente só apresentam sintomas depois do primeiro ano de vida, mas apesar de ter notado "algo estranho", os pais de Harry só conseguiram confirmar o diagnóstico quando ele tinha sete anos de idade, em um exame nos Estados Unidos."Eu vi algumas marcas no corpo de Harry, mas nosso médico disse que se tratavam apenas de marcas de nascença", disse a mãe dele, Sharron. "Mas como as marcas se tornaram mais pronunciadas, pedi para consultar um especialista."
"Muitos especialistas tiveram dificuldades em diagnosticar Harry. No fim, alguém disse que, por sua aparência, Harry poderia sofrer de algum tipo de progéria, então fomos ao centro médico UT Southwestern, em Dallas, para confirmar o diagnóstico."Ao ouvir a notícia, a reação da família foi mista.
"Inicialmente, ficamos aliviados por saber que não era a progéria clássica de Hutchinson-Gilford, que é muito mais séria", disse Sharron. "O lado ruim é que não há outras famílias com quem possamos falar sobre isso. O Harry é o único menino do país com a doença."
A expectativa de vida de pacientes de progéria clássica vai até a adolescência, mas há casos de pacientes da síndrome atípica que viveram até mais de 30 anos de idade.O jovem, que também é escoteiro e anda de skate e bicicleta, tem que manter uma dieta baixa em gorduras e realizar atividades físicas, mas ele fica cansado rapidamente."A doença não para Harry - ele segue vivendo", disse sua mãe.Sua saúde tem que ser monitorada constantemente, já que pacientes da doença costumam desenvolver problemas cardíacos.A doença é causada por uma mutação no gene LMNA (conhecido como o gene do envelhecimento), que faz com que ele envelheça a uma velocidade muito mais rápida do que o normal.A família do menino criou uma página no Facebook para divulgar informações sobre a doença e ajudar outras pessoas que tenham sintomas semelhantes e não tenham conseguido diagnosticar a doença.
Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/04/doenca-rara-faz-menino-de-11-anos-envelhecer-5-vezes-mais-rapido.html

Feliz dia da Terra!

Você sabe o que que é coberto de água, muito grande, e está sempre girando? Não, não é uma máquina de lavar roupas ou atletas de nado sincronizado (mas sua imaginação seria realmente admirável!). Estamos falando do Planeta Terra, um lugar que todos nós compartilhamos, independente de nossa idade ou de onde somos.

Hoje, dia 22 de abril, é o Dia da Terra (ou Earth Day), um evento mundial para celebrar a natureza e mostrar o que cada um de nós pode fazer para tornar o nosso planeta um lugar melhor. Pessoas pelo mundo todo estão trabalhando em diferentes projetos para melhorar o mundo onde vivemos, seja plantando árvores, reciclando embalagens, ou recolhendo o lixo nas praias e parques.Até o orkut entrou na campanha pra ajudar a terra.


Se você também quer fazer a sua parte, procure por atividades que estejam acontecendo na sua cidade. Se você não encontrar nada, ou se você tiver ideias para ajudar, faça o seu próprio projeto! Você pode começar com uma comunidade do orkut para recrutar pessoas e usar o orkut promova para espalhar sua idéia.

Além disso, você também pode conferir como outros produtos gratuitos da Google podem te ajudar a organizar um clube com facilidade. Talvez você se surpreenda com a quantidade de pessoas que decidam participar! Alem disso vc pode fazer muitas outras coisas a favor do planeta. A final ele é o lar que te acolhe e que te sustenta.




Novas espécies encontradas na ilha de Bornéu


O bicho-pau tem mais de meio metro. Foto: AFP Um sapo sem pulmão e uma lesma que atira "dardos" com hormônios das costas durante o acasalamento estão entre as 123 novas espécies encontradas na ilha de Bornéu desde 2007. A notícia foi divulgada pela ONG World Wildlife Fund (WWF), que faz um projeto de conservação na região há quase três anos junto com os três países que dividem a ilha. O objetivo deste projeto é conservar quase 220 mil quilômetros quadrados de mata nativa e catalogar maior número possível de espécies.
Clique aqui e veja a foto de mais espécies!
"Nosso desafio é assegurar que estas paisagens preciosas fiquem intactas para as futuras gerações", disse a WWF em comunicado à imprensa.
Entre as descobertas estão o maior bicho-pau do mundo, com 56.7 centímetros, uma cobra colorida e um sapo que voa e que consegue mudar a cor da pele e dos olhos. Bornéu já era uma região conhecida por ter insetos gigantes, incluindo baratas de 10 centímetros. No total, foram encontrados 29 invertebrados, 17 peixes, 67 plantas, cinco sapos, três cobras, dois lagartos e uma nova espécie de pássaro.

Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente - OBSMA

 SelosSelos
Já está rolando a 5ª edição da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente.
As inscrições estão abertas e podem se realizadas até o dia 31 de maio. A competição só está aberta à participação de estudantes do ensino fundamental e médio das redes públicas estaduais de ensino de todo o país.
Nesta perspectiva, a Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente estabelece o seu diferencial, ao valorizar trabalhos criativos, colaborativos e inéditos, no lugar de provas ou testes.
A Olimpíada ainda conta com o apoio da Coordenação Geral de Vigilância Ambiental em Saúde, do Ministério da Saúde e tem como parceira uma rede nacional de instituições das áreas de educação, ciência, tecnologia, saúde e meio ambiente.

Capítulo I – Do concurso e dos objetivos

[Art. 1°] A Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente, em sua quinta edição, tem um caráter educativo e visa estimular os alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e de Ensino Médio, de escolas públicas e privadas, que sejam reconhecidas pelo Ministério da Educação (Mec), a construírem conhecimentos e refletirem de forma crítica e criativa sobre questões e problemas relacionados à saúde e ao meio ambiente.
[Art. 2º] É promovida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco), em parceria com uma rede nacional de instituições das áreas de educação, saúde, meio ambiente, ciência e tecnologia.
[Art. 3º] São objetivos específicos da Olimpíada: incentivar a realização de projetos que possam contribuir para a melhoria das condições ambientais e de saúde; incentivar a capacidade de reflexão e a criatividade dos alunos, estimulando-os a intervir no meio sócio-ambiental; despertar o interesse pela ciência e tecnologia, tornando mais forte o desejo de aprender, conhecer, pesquisar e investigar; promover a valorização e a difusão do conhecimento científico, tecnológico e pedagógico; contribuir para o processo de formação de cidadania; valorizar o trabalho do professor que desenvolve atividades exemplares, criativas e inovadoras na escola; valorizar o trabalho pedagógico da Escola.

Capítulo II - Do Trabalho e da Inscrição

[Art. 4º] O trabalho inscrito na Olimpíada deve ser original e inédito, além de abordar temas relacionados à saúde e meio ambiente.
[Art. 5º] O trabalho deve ser desenvolvido no ano corrente da competição por um (1) aluno ou um grupo de alunos, de uma escola da rede de ensino brasileira, e ter a coordenação de um professor responsável.
[Art. 6º] O trabalho deve ser inscrito em uma (1) das duas (2) categorias: Ensino Fundamental ou Ensino Médio (Art.17) e atender a uma (1) das três (3) modalidades, a saber: Produção Audiovisual, Elaboração de Texto ou Projeto de Ciências (Art. 18).
[Art. 7º] A inscrição do trabalho é obrigatoriamente feita por um professor responsável pelo desenvolvimento do projeto na(s) turma(s) e/ou escola.

Parágrafo Único - Se o trabalho for desenvolvido por mais de um (1) professor, deve ser escolhido apenas um (1) representante dos docentes para efetuar a inscrição do material no concurso.
[Art. 8°] A inscrição é de caráter individual e não poderá ser feita por mais de um (1) professor por trabalho.
Parágrafo Único - O profissional de educação pode inscrever-se por, no máximo, três (3) instituições de ensino. Cada professor pode inscrever até cinco (5) trabalhos por escola, dentre todas as categorias e modalidades.
[Art. 9º] A inscrição do trabalho é gratuita, deve atender ao regulamento da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente, e é realizada através do preenchimento do formulário eletrônico, disponível no sítio oficial - www.olimpiada.fiocruz.br. O prazo para inscrição é até o dia 31 de maio de 2010, à meia-noite. A postagem do material original, via correio convencional, a uma das Coordenações Regionais, pode ser feita até o dia 07 de junho de 2010.
[Art. 10] Para a organização da competição nacional ficam instituídas seis (6) Coordenações Regionais dentro do território brasileiro.

Parágrafo Único - O trabalho inscrito fica obrigatoriamente vinculado a uma (1) das seis (6) Coordenações Regionais, a saber, de acordo com a cidade e o estado de origem da escola:

I. Regional Centro-Oeste: responsável pelos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Distrito Federal;
II. Regional Minas-Sul: responsável pelos estados de Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul;
III. Regional Nordeste I: responsável pelos estados de Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte;
IV. Regional Nordeste II: responsável pelos estados de Alagoas, Bahia e Sergipe;
V. Regional Norte: responsável pelos estados de Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima;
VI. Regional Sudeste: responsável pelos estados de Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.

[Art. 11] Os trabalhos originais - textos, documentos, fotografias, vídeos, cd-rom, etc - devem ser encaminhados apenas a uma das Coordenações Regionais, correspondente ao estado de origem da escola. Os trabalhos enviados devem estar identificados com o número de inscrição, modalidade, categoria, nome da escola, título do trabalho, nome do professor responsável e nome(s) do(s) aluno(s).
Parágrafo Único - O número da inscrição é enviado para o e-mail do professor responsável, após o preenchimento correto do formulário.
[Art. 12] As inscrições com dados ou informações incompletas ou inconsistentes, ou os trabalhos que não respeitem o(s) objetivos(s) e as normas da Olimpíada não serão validados.
[Art. 13] Não serão aceitos sob nenhuma hipótese:

a) formulários de inscrição e/ou trabalhos enviados via fac-símile (fax);
b) correspondências com data de postagem posterior ao dia 07 de junho de 2010.
[Art. 14] É expressamente proibida a inscrição de trabalhos ganhadores de outros prêmios ou concursos realizados no país.
[Art. 15] A confirmação da entrega de todos os itens supracitados, disponibilizada no site da Olimpíada, é indispensável para a efetivação da inscrição do trabalho.
[Art. 16] O material enviado como parte da inscrição não será devolvido.

Capítulo III - Das Categorias e Modalidades

[Art. 17] A Olimpíada é dividida em 2 (duas) categorias: Ensino Fundamental - destinada aos alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, e Ensino Médio - destinada a todos os alunos do Ensino Médio.
[Art. 18] As modalidades do concurso são:
I. Produção Audiovisual - podem se inscrever, nesta modalidade, trabalhos coletivos que tenham como proposta relacionar e integrar os conhecimentos científicos e tecnológicos, produzidos nas diferentes áreas de saúde e de meio ambiente. O tema a ser abordado é de livre escolha do(s) autor(es), devendo, necessariamente, estar relacionado ao objeto desta Olimpíada.
Os materiais apresentados devem utilizar a linguagem audiovisual, ou seja, todo trabalho de imagem e som que pode ser visto e ouvido simultaneamente. A duração máxima de cada vídeo deve ser de dez (10) minutos, respeitando a sugestão de tempo para cada sub-modalidade. Os vídeos que ultrapassarem este limite de tempo não serão aceitos.
Os trabalhos podem ser produzidos em uma das seguintes sub-modalidades: multimídia (slides sonorizados e animação); cinema (documentário e ficção); ou vídeo (vídeo-arte, programa de entrevistas, spot de propaganda, vídeo-reportagem e videoclipe).
Os projetos devem, obrigatoriamente, ser enviados em duas cópias: sem títulos e créditos, nos formatos AVI, MPEG, WMV ou 3GP; e o formato finalizado, que deve ser entregue em DVD. Os formatos de captação de imagens aceitos são: celulares, fotográficas digitais e mini-dv.
Os participantes da modalidade Produção Audiovisual devem preencher uma ficha técnica disponível no momento da inscrição.
II. Elaboração de Textos - podem se inscrever, nesta modalidade, trabalhos individuais ou coletivos. O tema a ser abordado é de livre escolha do(s) autor(es), devendo, necessariamente, ter relação com o objeto desta Olimpíada. O texto, que deve ser inédito e original, pode ter no máximo 10 (dez) páginas, e é desejável que seja acompanhado por imagens (literatura de cordel, tiras em quadrinhos, pinturas, colagens, fotografias, popart, desenhos, etc).
As Comissões de Avaliação analisam a capacidade de expressão e a clareza das ideias e dos argumentos, valorizando os trabalhos redigidos na forma padrão da Língua Portuguesa. A capacidade do autor em compreender e expressar as questões ou os problemas referentes à promoção da saúde e/ou preservação do meio ambiente no Brasil é considerada de grande relevância. Nessa modalidade, os trabalhos podem explorar quaisquer dos usos, das formas e dos estilos literários existentes. São aceitos contos, composições livres, redações, histórias, poemas, crônicas, novelas, reportagens jornalísticas, paródias etc.
III. Projeto de Ciências - podem se inscrever, nesta modalidade, somente propostas de projetos coletivos (grupos de alunos, turmas ou escola) que busquem tornar o processo de ensino-aprendizagem, das diversas disciplinas do ensino fundamental e médio, interessante, dinâmico e inovador. O tema a ser abordado é de livre escolha dos autores devendo, necessariamente, ter relação com o objeto desta Olimpíada.
Para efeito de avaliação, será levada em consideração a indicação/enumeração do conjunto de métodos, técnicas ou processos utilizados pela equipe escolar. Nessa modalidade, podem ser apresentados projetos diversos, incluindo experimentos científicos destinados à verificação de fenômenos naturais ligados ao tema saúde e/ou meio ambiente. É obrigatória a remessa de outras formas de registro não escritas: fotografias, vídeos, cd-rom etc, que contenham, de forma clara e precisa, informações sobre os trabalhos.

Capítulo IV - Da Avaliação e Premiação dos Trabalhos

[Art. 19] O processo de avaliação dos trabalhos está dividido em duas etapas: Regional - sob a responsabilidade de uma comissão formada por especialistas escolhidos pelas Coordenações Regionais - e Nacional - sob a responsabilidade de uma comissão formada por especialistas escolhidos pelo Conselho Nacional da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente.
[Art. 20] Na etapa regional as seis (6) comissões avaliadoras escolhem os primeiros colocados, por categoria e por modalidade, que concorrerão à etapa de avaliação nacional.

Parágrafo Único - O(s) autor(es) do trabalho vencedor (um professor e um aluno ou um representante dos professores e um dos alunos - no caso de trabalhos coletivos) em cada categoria e modalidade, na etapa regional, participará da cerimônia de premiação nacional, que ocorrerá na cidade do Rio de Janeiro, em data a ser definida.
[Art. 21] No caso do trabalho disputar a etapa nacional, o professor responsável pelo material compromete-se, automaticamente, a participar das atividades programadas durante a viagem ao Rio de Janeiro, assim como ser responsável pelo aluno que o acompanha. Para tal, é necessário que o profissional de educação assine um termo de consentimento das considerações expostas neste item.
[Art. 22] Na etapa nacional a comissão avaliadora escolhe os vencedores da 5ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente.
[Art. 23] As decisões das Comissões Avaliadoras, consignadas em ata, não serão suscetíveis de recursos ou impugnação.
[Art. 24] O(s) trabalho(s) inscrito(s) ou premiado(s) na modalidade Audiovisual pode(m) ser vinculado(s) ao Canal Saúde – projeto permanente de televisão e produção de audiovisuais da Fundação Oswaldo Cruz.
[Art. 25] Os prêmios distribuídos, por categoria e por modalidade, pela 5ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente, são definidos pelo Conselho Nacional.
[Art. 26] As Comissões Avaliadoras não estabelecem ranking ou classificação.

Capítulo V – Direitos Autorais de Imagem e Som

[Art. 27] Os professores inscritos concordam com a eventual publicação, pela Fiocruz e/ou Abrasco, de imagens e dos trabalhos inscritos, no todo, em parte, ou um texto resumido, em forma e suporte a serem definidos, sem que seja devida autorização e qualquer remuneração aos participantes e autores dos trabalhos, obrigando-se, todavia, a mencionar o crédito do material.
[Art. 28] O realizador do trabalho é responsável exclusivo pela utilização não-autorizada de imagens ou sons de terceiros em suas obras audiovisuais. Quaisquer problemas de direitos autorais recairão unicamente no responsável pelo trabalho inscrito.
[Art. 29] Os participantes da Olimpíada autorizam automaticamente o uso de suas imagens e vozes, em todo e qualquer material entre fotos, documentos e outros meios de comunicação. A presente autorização é concedida a título gratuito, abrangendo o uso da imagem anteriormente mencionada, em todo território nacional e no exterior.

Capítulo VI - Disposições gerais

[Art. 30] A participação de professores e alunos na 5ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente implica no conhecimento deste Regulamento e na sua aceitação.
[Art. 31] Os casos omissos serão resolvidos pelo Conselho Nacional da 5ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente.
[Art. 32] O Conselho Nacional da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente é composto pelos seus coordenadores nacionais, regionais e representantes das instituições promotoras deste projeto.
[Art. 33] No ato da divulgação do resultado dos vencedores regionais, a escola participante será comunicada.

[Art. 34] A Coordenação Nacional e as Coordenações Regionais estão localizadas nos seguintes endereços:


I. Coordenação Nacional: Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio
Av. Brasil 4365, Manguinhos, Cep 21045-900, Rio de Janeiro, RJ - Telefone: (21) 3865-9740 / 3865-9741 / 3865-9738 / Fax.: (21) 2560-8259
E-mail: olimpiada@fiocruz.br
II. Regional Centro-Oeste: Diretoria Regional de Brasília (DIREB) da Fiocruz
SEPN 510, Bloco A, Unidade II - Ministério da Saúde, sala 402, Cep 70.750-520, Brasília, DF - Telefones: (61) 3340-0724 / 3340-9826 / 3340-0467.
E-mail: olimpiadacentroeste@fiocruz.br
III. Regional Minas/Sul: Instituto de Pesquisas René Rachou (CPqRR)
Av. Augusto Lima 1.715, Barro Preto, Cep. 30.190-002, Belo Horizonte, MG - Tel: (31) 3349-7741 / 3349-7734.
E-mail: vtschall@cpqrr.fiocruz.br (coordenação regional)
barros@cpqrr.fiocruz.br (coordenação executiva)
IV. Regional Nordeste I: Instituto de Pesquisas Aggeu Magalhães (CPqAM)
Av. Morais Rego s/n, Campus da UFPE, Cidade Universitária, Cep 50.670-420, Recife, PE - Telefone: (81) 2101-2500 / 2101-2667.
E-mail: olimpiada@cpqam.fiocruz.br
V. Regional Nordeste II: Instituto de Pesquisas Gonçalo Moniz (CPqGM)
Rua Waldemar Falcão 121, Brotas, Cep 40.295-001, Salvador, Ba - Telefone: (71) 3176-2236.
E-mail: olimpiada@cpqgm.fiocruz.br
VI. Regional Norte: Instituto de Pesquisas Leônidas e Maria Deane (CPqLMD)
Rua Teresina 476, Adrianópolis, Cep 69.057-070, Manaus, AM - Telefone: 0800.2856850 / (92) 3621.2443 / (92) 9622.1402.
E-mail: olimpiada@amazonia.fiocruz.br
VII. Regional Sudeste: Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV)
Av. Brasil 4365, Manguinhos, Cep 21045-900, Rio de Janeiro, RJ - Telefone: (21) 2560-8259 / 3865-9741 / 3865-9738.
E-mail: olimpiada@fiocruz.br

Se vc se interessou imforme seu professor sobre esta Olimpiada e se increva!!!!! Para mais informaçoes vá ao site http://www.fiocruz.br/olimpiada/a_olimpiada.php e se informe sobre o assunto!




Europa apaga as luzes durante a "Hora do Planeta"

Londres - Os principais monumentos europeus - da Torre Eiffel, em Paris, ao londrino Big Ben e o Coliseu romano - apagaram as luzes por uma hora hoje, seguindo outros países que adotaram a campanha "Hora do Planeta", numa tentativa de chamar a atenção das autoridades mundiais para a necessidade de redução da emissão de gases do efeito estufa.
Milhares de pessoas apagaram as luzes por uma hora, às 20h30 no horário local destes países, para que os governos do mundo firmem um pacto de redução das emissões de gases de efeito estufa. Este é o quarto ano que a World Wildlife Fund (WWF) realiza a campanha. À medida que as horas passam, as luzes de arranha-céus e monumentos históricos são desligadas em várias partes do mundo, de um shopping em Manila, nas Filipinas, ao Portão de Brandenburg, em Berlim, na Alemanha.
Na Europa, a Torre de Pisa, na Itália, e o Arco do Triunfo, na França, são alguns dos prédios que permaneceram no escuro. Em Amsterdã, na Holanda, a maior parte dos prédios da cidade tiveram suas luzes apagadas, incluindo o aeroporto de Schipol.
O Palácio de Buckingham e o Parlamento Britânico também ficaram no escuro em apoio à campanha. Outros prédios que tiveram suas luzes apagadas foram pontos históricos da Inglaterra, como a Catedral St. Paul e o teatro Royal Albert Hall, e o Castelo de Edimburgo, na Escócia. "Estamos dizendo aos nossos políticos, que nós não podemos esquecer as mudanças climáticas", disse a porta-voz da WWF no Reino Unido, Debbie Chapman.
Em Roma, as luzes foram apagadas na Fonte de Trevi, um marco histórico do século 18, onde muitos turistas jogam moedas na esperança de voltar à cidade, e que foi imortalizada no filme "La Dolce Vita", de Federico Fellini.
Em Moscou, o prédio imponente da Universidade do Estado, que fica no alto de um morro, desapareceu na escuridão da cidade, onde muitas pessoas também adotaram a campanha. Representantes russos esperam que o país bata a marca do ano passado, quando mais de seis milhões de pessoas apagaram as luzes durante uma hora em 20 cidades. Neste ano, mais de 40 cidades participaram da campanha.
Há expectativa de que aproximadamente 4 mil cidades em mais de 120 países participem do movimento, apagando voluntariamente as luzes e reduzindo o consumo de energia às 20h30, em horário local, de acordo com os organizadores. "Temos todo mundo participando, de Casablanca até os campos de safári na Namíbia e na Tanzânia", disse Greg Bourne, executivo-chefe do WWF. Em Taiwan, o palácio presidencial e pelo menos 20 arranha-céus - entre eles o segundo maior edifício do mundo - desligaram as luzes.
Cerca de 88 cidades participaram da Hora do Planeta em 2009, mesmo ano em que a China aderiu ao movimento. Em 2010, mais de 30 cidades chinesas apagarão suas luzes.
Andy Ridley, funcionário da WWF e um dos criadores da Hora do Planeta, disse esperar que neste ano o evento inspire líderes mundiais a lutar por um acordo de combate às mudanças climáticas mais consistente do que o obtido em dezembro durante a Cúpula de Copenhague. "O que ainda estamos buscando nesse ano é um acordo global que incentive todos os países a reduzirem suas emissões", disse Ridley. "A China terá um grande papel nisso, mas outras grandes economias também".
Os organizadores da Hora do Planeta disseram que não há uma maneira uniforme para medir quanta energia foi poupada em todo o mundo durante a campanha, mas ressaltaram que o simples fato de tantos lugares terem se comprometido a participar deve ser suficiente para demonstrar aos líderes mundiais que o aquecimento global é uma preocupação geral. As informações são da Associated Press.

Fonte:   http://www.abril.com.br/noticias/brasil/europa-apaga-luzes-durante-hora-planeta-976474.shtml

Terremoto no Chile deslocou cidade de Concepción 3 metros para oeste




O terremoto de magnitude 8,8 que abalou o Chile em 27 de de fevereiro deslocou a cidade de Concepción por mais de três metros, em direção a oeste, revelaram cientistas na segunda-feira (8).

Cobertura completa: terremoto no Chile

Medições preliminares obtidas de estações de posicionamento global revelam que Concepción, a segunda cidade do Chile, se moveu 3,04 metros para o oeste com o tremor.

Santiago, a capital chilena, se moveu 27,7 centímetros para oeste, segundo as medições realizadas por especialistas chilenos e americanos e divulgadas pela Universidade Estadual de Ohio.

O terremoto no Chile moveu até a cidade de Buenos Aires, por 4 centímetros para oeste, e foi sentido nas Ilhas Malvinas, no Atlântico.

Foto: AFP

Trabalhadores limpam supermercado saqueado na cidade chilena de 

Concepción no domingo (7). (Foto: AFP)


PERIGO Fundo do oceano Ártico vem liberando metano, potente gás-estufa e um dos vilões do aquecimento global, muito rápido




RIO - Grandes quantidades de um gás-estufa, o metano, 30 vezes mais potente que o CO2, estão sendo liberadas em um ritmo acelerado de um lago congelado no norte da Sibéria, sendo mais um agravante do aquecimento global, segundo cientistas internacionais liderados por Natalia Chakhova e Igor Semiletov, da Universidade Fairbanks, no Alasca. O estudo mostra que cerca de 8 milhões de tonelada por ano são liberadas nesta região, o equivalente ao que se imaginava ser liberado por ano por todos os oceanos do mundo. O estudo foi publicado na revista Science.
O que não se sabe, contudo, é se as emissões são recentes ou se já vêm ocorrendo há séculos sem que ninguém tenha notado. O metano analisado foi o permafrost (o solo permanentemente congelado) debaixo do oceano. A barreira está perfurada e por isso grandes quantidades de gás vêm escapando. Foram recolhidas cinco mil análises entre 2003 e 2008.
- O permafrost debaixo do oceano está perdendo sua capacidade de imperbeabilidade - disse Natalia Shakhova, que explicou que a concentração média de metano no Ártico é de aproximadamente 1,85 parte por milhão, a maior em 400 mil anos.

Cientistas decifram genes de 170 bactérias que habitam o organismo humano



RIO - O sistema digestivo do ser humano é como um zoológico. De bactérias. Segundo cientistas de um consórcio internacional, coordenado pelo Instituto Nacional de Pesquisa Agronômica francês (INRA), que estão catalogando os milhões de genes dos 170 tipos de bactérias que habitam o tubo digestivo de uma pessoa, ter uma boa variedade e uma boa quantidade desta população no organismo faz bem à saúde. Foram decifrados 3,3 milhões de genes, 85% do genoma das bactérias. O estudo foi publicado na edição desta quarta-feira da Nature.
Conhecer esta enorme variedade de genes que os humanos carregam, segundo os cientistas, pode ajudar a descobrir novas medidas terapêuticas na área da nutrição, de obesidade, de tratamento da flora intestinal.
- As bactérias controlam o planeta, incluindo o nosso corpo - disse um dos autores do estudo, Jeroen Raes, pesquisador do Laboratório Europeu de Biologia Molecular na Alemanha.
Os pesquisadores investigaram 124 adultos e descobriram que a maioria dos sistemas digestivos tem muito em comum: pelo menos 57 espécies de bactérias habitavam quase todos os humanos. No total, foram catologadas mil espécies diferentes.

Extinção dos Pitbulls?

Ricardo Nogueira/Folha Imagem - 5.set.2007


São Paulo - Os proprietários de cães de 17 raças consideradas perigosas poderão ser responsabilizados civil e penalmente por danos causados pelos animais. Projeto de lei que deve ser votado hoje pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado proíbe, caso seja aprovado, até a reprodução de cães da raça Pitbull em todo o País, com esterilização obrigatória dos machos. O projeto, em caráter terminativo, tramita há dois anos e veda a circulação dos animais "perigosos" em locais públicos - só com uso de coleira e focinheira.
Em caso de ataque, as penas para os proprietários podem variar de três meses de detenção - por lesão corporal simples - a 20 anos de prisão, caso seja comprovado homicídio doloso, no qual os donos incitam os animais a matar. Em caso de homicídio culposo (sem intenção de matar), o projeto prevê para o proprietário pena de 1 a 3 anos de prisão.
Além das 17 raças "perigosas" - Rottweiler, Fila, Pastor Alemão, Mastim, Dobermann, Pitbull, Schnauzer Gigante, Akita, Boxer, Bullmastiff, Cane Corso, Dogue Argentino, Dogue de Bordeaux, Grande Pirineus, Komondor, Kuracz e Mastiff -, o poder público poderá indicar outras raças perigosas a serem fiscalizadas.
Se o dono for flagrado circulando em local público, com cachorro sem coleira, corrente e focinheira, terá o animal apreendido e deverá pagar multa de R$ 100. A fiscalização ficará a cargo dos municípios - e, caso a multa não seja paga, os órgãos municipais serão também responsáveis pelo sacrifício dos animais, outra ação prevista no projeto.
"É necessária legislação específica para poupar ao Judiciário o esforço de uma construção, que muitas vezes se revela problemática quando se trata de matéria penal", disse o autor do projeto de lei, senador Valter Pereira (PMDB-MS). Na justificativa do projeto, o senador afirma que os animais são usados como cães de guarda e, frequentemente, acabam submetidos a condições que acentuam o comportamento agressivo do animal. O projeto também prevê que todos os cães dessas raças sejam registrados nos municípios em que o dono residir.
Polêmica
Entre os pontos mais polêmicos do projeto de lei está a proibição total da reprodução de cães Pitbull - o que significa, caso a lei seja aprovada, a extinção da espécie em território nacional. "Esse ponto é completamente inconstitucional", diz o superintendente da Confederação Brasileira de Cinofilia, Carlos Manso.
"Ainda é preciso ver se vai passar pelo Senado, mas, caso seja, parece simples para qualquer criador derrubar. A própria Confederação vai se manifestar, talvez até judicialmente, caso esse ponto seja aprovado." No caso de desrespeito à lei, o proprietário ou criador cumprirá pena de 1 a 4 anos de detenção. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Terremoto pode ter acelerado a rotação da Terra




Foto de satélite mostra a costa de Kalutara, no Sri Lanka Foto: AP
Foto de satélite mostra a costa de Kalutara, no Sri Lanka

29 de dezembro de 2004
Foto: AP





O terremoto asiático pode ter acelerado permanentemente a rotação da Terra - reduzindo a duração do dia em uma fração de segundo - e feito com que o planeta oscilasse em seu eixo. Richard Gross, geofísico do Jet Propulsion Laboratory, da Nasa, na Califórnia, teorizou que uma alteração de massa em direção ao centro da Terra, durante o abalo sísmico do domingo, teria feito com que o planeta passasse a girar três micro-segundos, ou milionésimos de segundo, mais rápido, e causado oscilação de cerca de 2,5 centímetros em seu eixo.
Quando uma grande placa tectônica por sob o oceano Índico deslizou por sob a beirada de outra placa, "o efeito foi tornar a Terra mais compacta e fazer com que girasse mais rápido", disse Gross.
O cientista alega que as mudanças previstas por seu modelo provavelmente são pequenas demais para que se possa detectá-las com base na rede de satélites de posicionamento global que rotineiramente mede as mudanças no giro do planeta, mas disse que os dados podem revelar uma ligeira oscilação.
Os pólos da Terra percorrem uma trajetória circular que normalmente varia em cerca de 10 metros, e assim uma oscilação adicional de 2,5 centímetros provavelmente não causaria efeitos em longo prazo, disse. "O movimento contínuo está habituado a mudanças", disse Gross. "A rotação não é tão precisa. A Terra às vezes se desacelera e altera seu ritmo de rotação."
Quando essas minúsculas variações se acumulam, os cientistas planetários precisam acrescentar um "segundo bissexto" ao final de um ano, algo que não é realizado há muitos anos, disse.
Os cientistas há muito teorizam que mudanças na superfície da Terra, tais como marés e alterações no lençol freático e no clima, poderiam afetar o giro do planeta, mas não havia medições precisas para prová-lo, disse Hiroo Kanamori, sismologista da Caltech. Mesmo para um evento de proporções muito grandes, o efeito é muito pequeno", disse Kanamori. "É muito difícil alterar substancialmente o ritmo de rotação".
Fonte: http://noticias.terra.com.br